Súmula Histórica

São Mamede de Ribatua conhece existência jurídica ainda antes da independência de Portugal. Em 1115, a condessa D. Teresa, mãe de D. Afonso Henriques, deu carta de COUTO à povoação a favor dos Arcebispos de Braga. Em 1262, o Arcebispo D. Martinho Geraldes deu carta de FORAL a São Mamede de Ribatua, regulamentando os direitos e deveres dos seus habitantes.

São Mamede de Ribatua passou a ter estatuto de VILA CONCELHIA, que se manteve até à reforma administrativa do Liberalismo de 6 de novembro de 1836. A dignidade municipal de São Mamede de Ribatua encontra-se patente no belo conjunto arquitetónico formado pela Casa da Câmara, pela Cadeia e pelo Pelourinho, datando este último do século XVI. Situada a Sudeste do Concelho de Alijó, São Mamede de Ribatua remonta a tempos muito antigos, como prova o nome do seu orago, um santo que terá vivido no século III.

Tem uma festa anual em honra de Nossa Senhora das Graças e Santa Eufémia no primeiro domingo de setembro com a particularidade da romaria ter sempre uma representação de uma peça de teatro. Quanto ao património, possui uma igreja matriz, várias fontes, ponte e calçada romana, um pelourinho integrado nos antigos paços do Concelho, assim como azenhas e belíssimas “vistas” para o vale do rio Tua.
As principais culturas desta freguesia são o vinho generoso e de mesa, o azeite, a cortiça, merecendo um realce especial a afamada laranja de Ribatua. De destacar os importantes aspectos culturais ligados à arte de representação, como as tradições ancestrais, inicialmente representando as suas peças ao ar livre, no largo do Pelourinho, assim como, de carácter musical com uma banda de música bicentenária (1799).